Five Vegan Places Worth the Journey — None of Them Expensive

Cinco sítios veganos que valem a viagem — e nenhum é caro

Nae Vegan Shoes

Há uma ideia persistente de que comer bem sendo vegano significa comer caro. Parte da comida vegana mais amada do planeta desmente-a alegremente. Serve-se em cantinas barulhentas, em bancas de rua e em cozinhas de família, e comes muito bem sem gastar muito.

A esta lista aplicámos mais um filtro, e é o que a maior parte dos guias gastronómicos salta. Todos os sítios que aqui estão são inteiramente vegetais, acessíveis e com boas críticas constantes — e verificámos um a um se tinham conflitos laborais documentados. Uma cozinha que trata os animais como se deve não devia tratar como um custo as pessoas que lá trabalham. Alguns nomes muito queridos não passaram essa última verificação. Estes cinco passaram.


Sù Hǔ 素虎, o «Tigre Vegetariano»

Pequim  ·  o buffet de 217 pratos, com hot pot incluído

A uns passos da esquina sudoeste da praça de Tiananmen, perto da estação de Qianmen, há uma sala tão grande que levas um minuto a perceber. O buffet chega a mais de duzentos pratos: tofu fedorento de Pequim, estufados lentos, noodles, uma dúzia de tipos de tofu, dumplings, um bar de saladas, uma máquina de gelados, um balcão de bubble tea e, se chegares à hora certa, um hot pot. Enchem-no os vizinhos do bairro e, segundo mais do que um visitante, também monges budistas.

Custa 78 yuans — uns dez euros — e o pessoal explica a quem chega nervoso pela primeira vez como funciona o hot pot. A cozinha descreve-se a si mesma como 净素 (jìngsù), «estritamente vegetariana», sem ovos nem lacticínios: um termo da cozinha monástica chinesa para aquilo a que o inglês, muito mais tarde, começou a chamar vegan.

Nas críticas volta sempre a mesma palavra: generoso.

O buffet vegano do Sù Hǔ em Pequim


Por Siempre Vegana Taquería

Cidade do México  ·  al pastor vegano, cortado diretamente do espeto

Na Cidade do México, o taco al pastor é quase uma instituição cívica: carne marinada empilhada num espeto vertical, o trompo, fatiada sobre uma tortilha e rematada com uma rodela de ananás assado. Durante anos, «taco vegano» foi aqui quase uma contradição. O Por Siempre, aberto na Roma Norte em 2014, propôs-se mudar isso e construiu o seu próprio trompo para o conseguir: camadas de seitan, feito de glúten de trigo e marinado em malagueta guajillo, cominhos e sumo de ananás.

Continua a ser uma das boas refeições mais baratas de uma cidade onde podes escolher entre mais de cem sítios inteiramente veganos.

Al pastor vegano na Por Siempre Vegana Taquería, Cidade do México


Kinphak Vegan Café

Chiang Mai  ·  o khao soi de cinquenta bahts

O khao soi é o norte da Tailândia numa taça: noodles de ovo num caldo de coco com caril, com um ninho de noodles fritos estaladiços por cima e lima, chalotas e legumes em conserva ao lado. Normalmente faz-se com frango ou carne de vaca. No Kinphak, no bairro de Santitham, faz-se sem carne e sem ovo, a ementa é inteiramente vegana e uma taça custa à volta de cinquenta bahts — pouco mais do que um euro.

É pequeno, é gerido por gente do bairro e não tem pretensão nenhuma. Uma visitante disse-o de forma simples: se morasse mais perto, comia lá todos os dias. É a crítica inteira, e chega.


Free Bird Café

Chiang Mai  ·  caris birmaneses, e uma conta que faz bem

O Free Bird, aberto desde 2009, faz parte há muito da Chiang Mai vegana, e é o único desta lista em que a conta do almoço faz ainda alguma coisa depois de a pagares. O café é uma empresa social: os lucros financiam a Thai Freedom House, um centro de aprendizagem gratuito para famílias refugiadas e das etnias das montanhas de Myanmar. Nas mesmas instalações há também um ponto de recolha de donativos e uma loja de segunda mão.

A comida ganha o lugar por si. Os caris shan e birmaneses são a razão por que a maioria volta, e o café vem com leite de coco ou de amêndoa. Um prato custa entre 120 e 250 bahts. É, como o descreveu um visitante, menos um café do que um terceiro lugar — daqueles em que acabas por ficar.

Free Bird Café, um café vegano e empresa social em Chiang Mai


May Kaidee

Banguecoque e Chiang Mai  ·  arroz frito com ananás, feito na hora

O May Kaidee é uma cozinha de família que começou como carrinho de rua em Banguecoque em 1988 e desde então abriu várias casas e uma escola de cozinha. Faz-se tudo na hora, e um cliente habitual conta que viu o pessoal sair para o mercado a meio do serviço quando acabou um ingrediente. Esse mesmo cliente diz que foi ali que finalmente começou a gostar de tofu.

Pede o arroz frito com ananás, acaba com arroz glutinoso com manga e conta pagar uns cem bahts por prato. Em Chiang Mai podes ficar depois e aprender a cozinhar o que acabaste de comer.

May Kaidee, uma cozinha vegana de família na Tailândia


Porquê estes cinco, e como os escolhemos

Três regras, aplicadas a todos os sítios: inteiramente vegetais, acessíveis para os padrões locais e com boas críticas constantes pela comida em si. Depois a quarta, que é mais difícil. Procurámos qualquer conflito laboral documentado — salários em atraso, despedimentos por sindicalização, queixas públicas do pessoal — e deixámos de fora todos os sítios onde encontrámos um.

É um teste limitado, e preferimos dizê-lo. Não haver um conflito público não prova que as condições de trabalho sejam boas; só quer dizer que não veio nada a público. Mas é um teste que se pode mesmo fazer, e deixou de fora alguns nomes conhecidos que a maior parte dos guias continua a recomendar sem olhar duas vezes.

Se comeste nalgum sítio que mereça estar numa lista destas — barato, vegetal e decente com as pessoas que lá trabalham —, gostávamos mesmo de saber.

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