Are Vegan Shoes Sustainable?

Os sapatos veganos são sustentáveis?

Nae Vegan Shoes

Não necessariamente, mas os melhores são. E muitas vezes as perguntas principais são: de que são feitos e como, e quantos pares compras. Tem que ver com a sua composição de materiais e o processo de fabrico, e com designs minimalistas e atemporais, feitos com a qualidade necessária para durar.


«Vegano» não significa automaticamente «sustentável»

Comecemos pela crítica justa, porque muitas marcas passam por cima dela. Um sapato pode ser vegano e continuar a ser feito de plástico virgem. Boa parte do «couro vegano» barato é simplesmente poliuretano (PU) ou policloreto de vinilo (PVC) — sintéticos derivados do petróleo que não se biodegradam e podem libertar microplásticos com o uso. Tecnicamente, um chinelo de plástico barato também é «vegano».

Portanto não, o rótulo por si só não garante nada. Ser livre de materiais animais pode ser apenas uma afirmação sobre aquilo que um sapato não tem; não é, por si, uma credencial ambiental. Quem te disser o contrário está a vender-te uma história.

E há mais: alguns desses componentes baratos também não são muito saudáveis. Já sabemos que podem atuar como disruptores endócrinos, desencadear alergias ou simplesmente não deixar os pés respirar bem — entre outras propriedades que vale a pena verificar num sapato.


Mas comparado com o couro animal, os números são claros

Aqui está o contexto que a crítica costuma deixar de fora. O couro animal não é um material de baixo impacto. Está ligado à pecuária bovina — um dos principais motores da desflorestação na Amazónia e uma fonte importante de metano —, e a sua fase de curtimenta assenta no crómio e noutros químicos que poluem a água e o solo.

A diferença é grande. Uma meta-análise de estudos de ciclo de vida de 2025 coloca a pegada de carbono do couro bovino em cerca de doze vezes a do couro vegano (cerca de 187 contra 15 kg de CO₂ por quilograma de material acabado). Outras avaliações concluem que o couro sintético emite cerca de sete vezes menos por metro quadrado, usando muito menos água e menos solo. Até o sapato vegano mais básico, à base de plástico, sai geralmente à frente do couro em clima, água e uso do solo.

Isso não torna o PU inofensivo. Significa que a comparação honesta não é «plástico contra natural» — é um tipo de material contra outro tipo de material, com a sua própria e pesada bagagem ambiental e química.


Nem todos os materiais veganos são iguais

A forma útil de pensar nisto é como um espectro. Num extremo estão o PU e o PVC virgens — veganos, mas a opção menos sustentável. Avançando, encontramos sintéticos reciclados como o PET reciclado e o PU reciclado, que dão uma segunda vida a plástico já existente. Mais além estão os materiais de origem vegetal, como a fibra de folha de ananás e o couro de maçã, que substituem boa parte do plástico por resíduos agrícolas. E no extremo mais verde situam-se os materiais naturais como a cortiça, renovável e biodegradável.

Materiais como o Piñatex, o couro de maçã, a cortiça e o PET reciclado não são perfeitos — a maioria dos couros vegetais continua a usar algum plástico como aglutinante —, mas estão muito mais perto do extremo sustentável do que um sapato de plástico virgem. Onde um par se situa nesse espectro diz muito mais sobre a sua sustentabilidade do que a palavra «vegano» alguma vez poderá dizer.


A pergunta que a maioria das marcas não faz

Há outro ponto, e vai muito além dos materiais: a crença reconfortante de que produtos mais verdes, só por si, nos levarão à sustentabilidade. O problema é o efeito ricochete — os ganhos de eficiência tendem a ser absorvidos pelo aumento do consumo. Um exemplo: ao longo de duas décadas, os automóveis tornaram-se cerca de 50 % mais eficientes, e ainda assim o número de carros e as distâncias percorridas mais do que duplicaram — apagando o que a eficiência sozinha tinha ganho.

Aplicado ao calçado, a lição é clara: o material mais sustentável do mundo não ajuda se compras vários pares por ano e os deitas fora a cada estação. Chama-lhe sobriedade — comprar menos e comprar para durar —, chama-lhe o que quiseres: isto conta tanto como aquilo de que um sapato é feito. Um par resistente usado durante anos e depois reparado quase sempre vencerá um «sustentável» substituído de poucos em poucos meses.


Então, são sustentáveis?

A resposta honesta: depende do material, do processo de fabrico e, em igual medida, de como compras. Um sapato vegano feito de materiais reciclados ou de origem vegetal, usado durante anos e bem cuidado, é uma escolha genuinamente sustentável. Um de plástico virgem comprado por impulso e descartado não é — ainda que ambos sejam igualmente «veganos».

É esse o raciocínio por trás da forma como trabalhamos na NAE: escolher materiais de menor impacto — cortiça, ananás, maçã, PET reciclado — em vez de plástico virgem, e desenhar sapatos para serem guardados, não substituídos. Se quiseres tornar qualquer par mais sustentável, o passo mais simples não custa nada: compra o que vais usar durante anos e cuida dele para que dure.

A sustentabilidade não é um rótulo. É uma prática: escolher melhor e fazer durar.

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